Espaços Cénicos

No Recinto da EXPO’98 existiram 17 espaços cénicos vocacionados para acolher espetáculos de natureza diferente, embora estas vocações não fossem restritivas.

Teatro Camões – Sala Júlio Verne

Tcamoes

O Teatro Luís de Camões - Sala Júlio Verne, localizava-se na área Sul do Recinto, próximo do Pavilhão dos Oceanos e do Pavilhão da Realidade Virtual. Este edifício, da autoria dos Arquitetos Manuel Salgado e Marino Fei, foi concebido de acordo com as exigências da sua programação, isto é, com características cenográficas e acústicas e espaços auxiliares próprios para a realização de uma ópera, espetáculos de teatro e de variedades ou musicais. O Teatro foi ainda palco dos espetáculos que os países participantes promoveram em celebrações específicas ou assinalando os respetivos Dias Nacionais. Durante a EXPO’98, o Teatro Luís de Camões acolheu um total de 82 sessões de espetáculos.

Anfiteatro da Doca

Anfiteatro da DocaVocacionado para grandes espetáculos de música, teatro, dança, moda e concertos multiétnicos, enquadrados no belo cenário natural da Doca dos Olivais, por ali passaram, entre outros, Ney Matogrosso, Companhia de Dança Deborah Colker, Olívia Byington e João Afonso. Este espaço cénico contava com uma plateia para 1 800 espetadores, 900 dos quais sentados, tendo realizado 160 sessões para 281 070 espetadores.

Praça SONY

Praça Sony

Localizada no extremo Norte do Recinto da EXPO’98, a Praça SONY ficou a dever o seu nome ao Fornecedor Oficial do ecrã gigante aí instalado – o Jumbotron. Durante a EXPO’98, a Praça Sony foi palco de transmissões televisivas em direto, vídeo-clips, reportagens e programas diretamente relacionados com a EXPO’98. Junto à Praça Sony existiu ainda uma zona com 14 bares de serviço permanente e uma enorme pista de dança. Como espaço cénico, esteve vocacionada particularmente para a música pop e rock. Por ali passaram nomes como Lou Reed, Garbage, BB King, Joaquín Cortez, Marisa Monte, Gabriel o Pensador, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Dulce Pontes, Savage Garden, Morcheeba, Xutos e Pontapés, GNR, Delfins, Maria João e Mário Laginha, entre muitos outros. Albergou 235 sessões no palco principal, com 300 m2, 134 no palco Midnight Tea e 110 sessões autónomas de imagem no Jumbotron. Na Praça SONY – Terreno realizaram-se ainda 118 sessões das mais variadas atividades culturais. O número total de espetadores ascendeu a cerca de 2,3 milhões.

Palco Promenade

Palco Promenade

O palco Promenade foi dimensionado e projetado para a apresentação de formações musicais de maior porte, designadamente bandas ou orquestras, dança tradicional ou contemporânea e grandes grupos corais ou folclóricos. Recebeu todas as quintas-feiras, pelas 24:00, o Festival de Guitarra Portuguesa, coordenado por Pedro Caldeira Cabral. Acolheu também, entre muitos outros, o Festival de Guitarra Portuguesa com António Chainho, Companhia de Dança Contemporânea de Angola, Las Malqueridas, Wagner Tiso, Barrio Ballet e Festival 1998 Lisboa Codex. Neste espaço cénico realizaram-se 304 sessões para 356 960 espetadores.

Palco 1

Este palco era dedicado ao Fado, referência da cultura urbana portuguesa, com um programa coordenado por Carlos do Carmo. Localizado no extremo Sul do Recinto, acolheu 245 sessões para 107 210 espetadores.

Palco 2

Localizado na zona Sul do Recinto, junto ao Pavilhão do Conhecimento dos Mares, este espaço foi pensado para a música Jazz em pequenas formações, adaptando-se também a surpresas no campo da World Music. No Palco 2 29 930 espetadores assistiram a 141 sessões realizadas.

Palco 3

Localizado em frente ao Pavilhão da Utopia, foi dedicado à música dos países de língua oficial portuguesa, tendo recebido também grupos de outros países que desenvolvem trabalhos musicais de inspiração afro-brasileira. Neste palco realizaram-se 130 sessões para um total de 34 470 espetadores.

Palco 4

Dedicado ao programa "Sentir os Povos", contou com presenças, entre outras, da cultura cigana e da América Latina. Este palco, localizado junto ao Pavilhão da Utopia, acolheu 149 sessões para 57 010 espetadores.

Palco 5

Neste palco, de caráter mais generalista, apresentaram-se agrupamentos de música de câmara, trios, quartetos, música clássica, recolhas tradicionais, música de vanguarda e intervenções teatrais. Localizado no interior de uma esplanada, na Frente Ribeirinha Norte, acolheu 132 sessões para 33 375 espetadores.

Palco 6

Por este espaço, caracterizado pela presença da Música Alternativa Portuguesa, passaram bandas de hip-hop, rock, pop, dance e outras tendências da música de expressão urbana. No Palco 6, localizado no interior de uma esplanada na Frente Ribeirinha Norte, foram realizadas 129 sessões para 42 415 espetadores.

Área Aberta

Grande praça destinada a acolher eventos especiais, como grandes espetáculos multidisciplinares, desde teatro, circo e dança, até espetáculos equestres, acontecimentos desportivos, ou ainda um acampamento tuaregue vindo do deserto argelino. Neste grande espaço decorreu todo o programa Espetáculos Memória EXPO’98, com espetáculos da companhia Sarruga, grupo Teatro Biuro Podrózy ou o grupo Theather Titanick. O grande circo teve também aí lugar: Cirque Plume, Les Arts Sauts, Circo Ronaldo e Galindos. Também marcou presença o Acampamento Virtual, onde 50 jovens de todo o mundo, ligados via internet, discutiram o tema da EXPO’98. A Área Aberta, localizada no Cais das Naus, a Norte da Torre Vasco da Gama, teve 173 sessões para 130 050 espetadores.

Jardim de Timor

Neste palco localizado no topo Sul dos Jardins Garcia de Orta, bem como em toda a superfície do jardim, teve lugar a programação para os mais jovens, o programa da Rede Escolas, que juntou grupos oriundos de cerca de 200 escolas de todo o País e espetáculos de rua para todos. Este espaço acolheu 348 sessões para cerca de 88 000 espetadores.

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